Todas as bíblias, desde que tenham uma tradução digna, são recomendáveis. Mas há diferenças entre as versões usadas pelos católicos e pelos protestantes. Antes de tudo, é importante salientar que ambas são fontes de fé e de revelação, por isso devem ser profundamente respeitadas, aliás, como qualquer outro livro tido como sagrado.
A diferença principal entre as duas é no número de livros. Na Bíblia usada pelos católicos, há alguns textos a mais no Primeiro Testamento. São eles: Baruc, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Macabeus (os dois), grande parte do livro de Ester e trechos do livro de Daniel. Esses escritos são chamados de “deuterocanônicos”, ou seja, que foram considerados canônicos (eclesiasticamente legais) mais tarde, depois que os outros livros do Primeiro Testamento já estavam organizados. As igrejas Católica e Ortodoxa consideraram esses textos como inspirados, ou seja, foram reconhecidos entre aqueles que também trazem a palavra de Deus. Aos poucos, algumas igrejas protestantes também já os incorporam.
Mas, por que existe essa diferença? A explicação é fácil. No princípio, o Primeiro Testamento existia somente em hebraico, língua acadêmica do povo de Israel. Com a emigração de judeus para várias partes do mundo conhecido da Antiguidade, eles sentiram a necessidade de traduzir o texto sagrado para o grego, idioma predominante na época. Nessa adaptação, foram acrescentados alguns livros mais recentes e que não estavam na Bíblia hebraica. São justamente os que constam da Bíblia usada pelos católicos.
No caso do Segundo Testamento, não há variação estrutural entre as bíblias. O que pode haver é somente diferença de traduções, mas com a mesma mensagem.
Outra curiosidade nas bíblias lidas pelos católicos é que, geralmente, há nelas muitas notas de rodapé, com explicações sobre as passagens. Isso não é muito comum em nas versões usadas protestantes.

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